Foto: JTMultimidia

 

Muito se fala hoje no ingresso em novas profissões, atividades inovadoras fundamentadas em descobertas recentes, trabalhos que estão o tempo inteiro relacionados com a criatividade. Muitas pessoas fazem cursos de design, aprendem a trabalhar com ferramentas digitais fantásticas, mas lhe falta a criatividade e isso vira um problema na vida de qualquer profissional. Chegam a pensar que ela é um “dom”, e logo concluem que não nasceu com “aquele dom” e, portanto vai se aventurar em outros horizontes.

 

O que muitos não sabem é que, na verdade, essa criatividade existe em todo ser humano, porém em alguns ela é mais aguçada e em outros nem tanto. Alguns a conheceram tendo-a estimulado desde a infância, outros foram conhecê-la na fase adulta. Mas todos têm alguma história com ela, por mais natural que seja.

 

Na infância ela parece mais um lazer, pois estão relacionadas a jogos e brincadeiras que encantam as crianças. Na adolescência ela ganha peso, pois é cobrada principalmente no ensino, muito embora este mesmo ensino não a tenha estimulado o suficiente anteriormente. Porém, na fase adulta ela é imprescindível, chegando a fazer tanta falta a ponto de criar problemas, muitas vezes até graves.

 

Com o objetivo de esclarecer este “dom”, que na verdade é uma capacidade natural dos humanos, e que na fase adulta precisa dela muito mais do que se pode imaginar, estes textos fundamentarão a importância dela ser sistematicamente estimulada desde o ensino infantil, tanto nas escolas particulares, como principalmente nas públicas.

 

Foto: Gustavo FringA criatividade é uma característica básica do ser humano, uma das coisas que nos difere das demais espécies, assim como a sociabilidade, a comunicação, a educação e o intelecto. Essas características nos definem como natureza humana. Devido a estas qualidades, dentre muitas outras, somos chamados racionais.

 

Somos serem dotados de consciência e é nela que se originam as atividades criativas. Através da consciência de alguma coisa problemática surge a criatividade e esta é uma capacidade natural do ser humano, uma potencialidade que buscamos desenvolver.

 

A criatividade ainda é vista equivocadamente como uma qualidade única possuída por cientistas, artistas e inventores. Assim como o trabalho, a cultura, a educação, a saúde antigamente eram propriedades daqueles que tinham riquezas, status e poder, logo a criatividade também era considerada um atributo para poucos.

 

Foi naturalmente dessa cultura possessiva que partiu o conceito errado sobre a criatividade como um “dom” determinado no dia do nascimento: “ou o sujeito tem ou não tem”. Porém hoje já se sabe que a criatividade não funciona desta maneira. Ela realmente é uma capacidade que pode ser ou não desenvolvida.

 

Enxergando a criatividade como desenvolvimento humano, sabemos que o homem procura desenvolver o máximo de suas potencialidades para chegar a uma plena auto-realização e usa esta qualidade o tempo todo para se desenvolver cada vez mais de forma melhor, progressivamente. Já nos séculos XVIII e XIX, escrevia um grande escritor alemão:

 

“A ação criadora orienta o homem
proporcionando continuidade à sua existência.”

Johann Wolfgang von Goethe.

 

Ela também é um bem social, uma sociedade criativa se desenvolve com mais qualidade e velocidade. Hoje, assim como a educação e a saúde são direitos dos cidadãos e obrigação do Estado, estas juntamente com a criatividade devem ser consideradas bens e exigências sociais. Logo a criatividade pode ser vista também como uma qualidade essencial para buscar a auto-realização pessoal e também para buscar o desenvolvimento social através de melhorias sociais e culturais.


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